terça-feira, 5 de outubro de 2010

Cama de cimento, uma reportagem sobre o povo das ruas de Tomás Chiaverini

Por Nadja Mattos

Para os amantes do jornalismo literário, ou mesmo para aqueles que apreciam uma boa leitura, eu os apresento Cama de Cimento. Publicado em 2007, é um livro-reportagem que retrata de maneira objetiva, humana e comovente o dia-dia de pessoas que foram obrigadas ou não a viverem nas ruas de uma das maiores cidades do mundo, São Paulo.

O jovem jornalista e autor, Tomás Chiaverini, com muita coragem e ousadia se permite vivenciar a difícil experiência de morar nas ruas. Ele deixa de lado o conforto que sua vida oferece, para sentir na pele a triste rotina de seus personagens.

Com a narrativa escrita em primeira pessoa, é quase impossível para o leitor não se ver nas diversas situações primorosamente relatadas pelo autor. As páginas nada mais são do que janelas para uma nova realidade, onde se experimenta o medo de passar uma noite embaixo de um viaduto misturado à desabrigados,  usuários de drogas e alcoólatras, esperando ser esfaqueado a qualquer momento por um delinqüente. Além, é claro, de perambular pela histórica Praça da Sé vestido de mendigo, e embarcando disfarçado numa perua para ser levado a um albergue municipal.

O trabalho foi construído por vários depoimentos, percorrendo diversas regiões desconhecidas e perigosas de São Paulo. As experiências vividas pelo repórter não foram apenas com os desabrigados, mas também com pessoas que por amor ao próximo se dedicam a tentar mudar a realidade dos mais necessitados. O autor conseguiu reunir diversas histórias de vida, o que propiciou um amplo e panorama retrato do cotidiano dos moradores de rua, com todos os seus dramas, e apesar das dificuldades, seus sonhos.

O envolvente relato do autor, apesar de ser livre de juízos de valor e aparentemente simplista, desperta a consciência para uma realidade que é resultado de uma sociedade injusta.

Certamente este livro vai mudar de alguma forma a maneira como costumeiramente os moradores de rua são vistos. Fazendo todos nós valorizarmos um prato de comida, o  simples ato de tomar banho, e até mesmo nossa boa e companheira cama.

Sobre o autor

O jovem paulistano Tomás Chiaverini formou-se em jornalismo em 2004, pela Universidade Mackenzie. Sempre muito excêntrico e dotado de espírito aventureiro, escolheu o jornalismo após uma viagem ao assentamento dos Sem-Terra no interior de São Paulo, quando ainda cursava o colegial.

Logo que obteve o diploma, arrumou a mochila e desembarcou para Manaus, em busca de boas matérias. Nos cinco meses que passou por lá, produziu importantes reportagens sobre conflitos indígenas em Roraima, missões humanitárias da Força Aérea na calha do rio Juruá, que lhe renderam publicações na Carta Capital, Caros Amigos e Agência de Notícias Brasil-Árabe.

Trabalhou por dois anos no Jornal Folha de São Paulo em editorias diversas. Nos primeiros meses de 2008, deixou o jornal para dedicar-se exclusivamente à elaboração do seu segundo livro, Festa Infinita, que fala sobre as festas rave no Brasil.

Atualmente, além de trabalhar como jornalista, aventura-se também nas obras de ficção, escrevendo seu primeiro romance, Avesso, que será publicado no início do ano que vem pela editora Global.

Debate dos candidatos ao Governo de Mato Grosso traz polêmicas

Livia Borges 
Os candidatos ao Governo de Mato Grosso Silval Barbosa do (PMDB), Mauro Mendes do (PSB), Wilson Santos (PSDB) e Marcos Magno (PSOL), iniciaram e terminaram a campanha eleitoral prometendo aos eleitores um Estado Melhor para todos. Sendo assim, no entanto, como pretendem fazer na sua candidatura. Todos passaram longe de um debate mais aprofundado e educativo, teve ironias de ambas as partes de cada candidato causando atrito e confusões. O debate realizado pela TV Centro América na ultima terça-feira durou em média 1 hora e 45 minutos e foi alvo de acusações, onde os candidatos tentam ganhar o voto de cidadãos indecisos na desqualificação moral do adversário usando isso como estratégia pra se eleger.
No debate ficou claro que tanto Wilson como Mauro acreditam que podem chegar ao segundo turno.
As promessas de Governo dos candidatos foram muitas, o Tucano Wilson Santos abriu a sessão de debate falando sobre “denúncia”. Ele não se contentou e abriu a boca falando sobre o desvio de R$ 15 milhões na compra de ônibus escolares. O político lembrou também da questão do superfaturamento de R$ 144 milhões nas aquisições das máquinas e equipamentos do programa 100% Mato Grosso Equipado, falando ainda sobre a Secretária de Educação, supostamente usada para fins eleitorais.
Com isso coube ao candidato Marcos Magno perguntar para o ex-prefeito de Cuiabá, como ele vai mudar a história de Mato Grosso se fosse eleito ao Governo, em contra partida, na sua defesa Wilson afirma manter o Estado concentrador de riquezas, investindo na saúde pública, educação, saneamento básico, esgoto, construções de redes hospitais regionais e no interior, segurança, geração de mais 200 mil novos empregos e garantiu também em trazer para Mato Grosso a implantação da faculdade de Medicina na Unemat.
No contra - ataque o candidato Mauro Mendes disse que vai trabalhar muito em cima dos 146 municípios para melhorar a história de Mato Grosso, aplicando o dinheiro público, e mudando a situação critica da saúde no Estado, investindo na qualidade de vida da sociedade, ampliando as estradas, ferrovias, asfaltando as ruas.
Na ofensiva, Silval Barbosa parecia estar confiante da vitória no primeiro turno, ele frisa que esta trabalhando para trazer a ferrovia e a ferronorte para o Estado, em sua proposta de Governo disse também, que vai pavimentar o Estado e mudar a história da população com relação à água tratada, esgoto e saúde pública e não deixou de ressaltar que vai continuar com a mesma proposta de Blairo Maggi, doando casas e criando mais empregos ao trabalhador. “Nós queremos uma vigilância permanente, apreendemos pasta base, vamos trabalhar forte com a segurança com relação as Fronteiras e construir presídio Federal na cidade de Cáceres, aumentando o número de efetivo.” Afirma ele.  Silval lembrou ainda, da fraude na licitação do Programa de aceleração do crescimento (PAC), no valor de R$ 240 milhões. Foram indiciadas 25 pessoas, algumas presas pela Polícia Federal, na Operação Pacenas, prejudicando milhares de pessoas, na Capital, que ficaram sem esgoto, água tratada e saneamento. Silval ainda teve que responder ao candidato do PSOL sobre a aquisição de emissoras de rádio. “Acho isso um absurdo. Daqui a pouco vão dizer que sou dono da TV Centro América”, disse o candidato governista.
Para se defender, Silval usou a tática de atacar usando como estratégia a empresa de Mauro Mendes, Bimetal, para quitar débitos em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com a aquisição de precatórios de servidores estaduais, com deságio de 75%. Para ele, uma autêntica fraude. “Ele tinha que ter recolhido os impostos, no balcão, mas usou a compra de carta de crédito com deságio cruel, em prejuízo para os servidores”. Mauro garantiu que atuou de maneira correta, e que o servidor vai poder trocar a carta de crédito principalmente em casa de materiais de construções e no final, diz para Silval. “O senhor governador esta nervoso, despreparado não sei se para o debate ou para governar Mato Grosso.”
Em suas considerações finais, os três candidatos agradecem aos familiares e a todos que estão apoiando nas eleições.









Dilma Rousseff e José Serra vão disputar segundo turno

  Por Rosenilco correa
Começa a nova caminhada para os candidatos Serra e Dilma que vão disputar o segundo turno das eleições de 2010. Eles vão disputar apoio da candidata Marina silva, que ficou em terceiro lugar, e obteve 19 milhões das intenções dos válidos. Após 48 horas inicia a nova campanha eleitoral.
Em   alguns Estado as eleições já definiram no primeiro turno, o candidato a Governador do Estado do partido republicano (PR) Silval Barbosa foi eleito em primeiro turno com 51,23%. O candidato a Deputado Estadual do partido progressista (PP), José Riva foi mais votado em todo Estado, com 93, 594 (6,13) dos votos. No dia 31 outubro 135,8 milhões de brasileiros retorna as urnas para eleger o novo presidente do Brasil.
O Estado de Mato-Grosso e Tocantins tem a maior quantidade de eleitores homens ambos com 50 %. Já São Paulo continua sendo o maior colégio eleitoral do país com 23,3 %. Quantidade de jovens votantes diminuiu em relação às duas últimas eleições, ficando abaixo dos índices de 2006. Entre 2006 e 2008, houve um aumento de 2, 566 milhões para 2, 923 milhões. Em 2010, o número diminuiu para 2, 391 milhões.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pedro Henry (PP) pode tomar posse de cadeira na Câmara

 Nildes de Souza
O deputado federal Pedro Henry (PP) inicia uma nova batalha na Justiça, agora para tentar derrubar a decisão do TRE que suspendeu o registro de sua candidatura por força da Lei da Ficha Limpa. Mesmo sub judice, ele concorreu a reeleição e obteve 81.459 votos, suficientes para ser incluído na relação dos 8 eleitos. Esses votos foram apurados em separado, mas não computados pela Justiça Eleitoral. O desfecho dessa novela só virá com uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que vai esclarecer melhor as regras da nova lei antes da posse dos parlamentares eleitos, em 1º de fevereiro de 2011.
    Se por acaso Henry conseguir provimento ao recurso, sua candidatura e votos serão validados, levando-o a conquistar o direito de tomar posse. Isso resultaria em alteração do quociente eleitoral e partidário. E quem ficaria fora não seria o petista Ságuas Moraes, mas sim o tucano Nilson Leitão. Foi o que apurou o blog junto a dois especialistas.
   Eles explicam que, num primeiro momento, ainda no domingo à noite, quando os últimos votos estavam sendo totalizados, a informação extraoficial seria de que a entrada de Henry entre os eleitos levaria o PP a ter duas cadeiras, a serem ocupadas pelo próprio Henry e por Eliene Lima. Em consequência, PR-PMDB-PT perderia uma vaga, que hoje está com Ságuas. Eis que agora, novos cálculos apontam para perda de cadeira de outra coligação, a que reúne DEM-PSDB-PTB.

consulta no site rdnews.

domingo, 3 de outubro de 2010

Último debate entre os candidatos ao governo de MT

O debate realizado pela TV Centro América oportunizou aos eleitores conhecer  as propostas de cada candidato na reta final das eleições. 

Por Edileuza Faria 



Com transmissão para todo o Estado e com uma hora e meia de duração, o último debate entre os candidatos ao governo do de Mato Grosso, realizado pela TV Centro América contou com a presença de Marcos Magno (PSOL), Mauro Mendes (PSB), Silval Barbosa (PMDB) e Wilson Santos (PSDB).

Dividido em cinco blocos e intermediado pelo jornalista Helter Duarte, os quatro candidatos responderam perguntas com temas determinados pelos organizadores do debate, mas de extrema importância para a sociedade mato-grossense. Como saúde, educação, transporte, segurança, desenvolvimento industrial e econômico, preservação ambiental, Copa do Mundo, entre outros.

Sem extrapolar as regras do tempo nas respostas, e sem ofensas pessoais cada candidato pode mais uma vez levar ao conhecimento dos eleitores do Estado suas propostas de programa de governo.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Sem propostas, debate é marcado por denúncias entre os candidatos a governo

O encontro foi o último antes das eleições no domingo

Por: Nadja Mattos

O mediador Helter Duarte do RJ e os candidatos na TVCA
No último da série de debates entre os candidatos ao governo do Estado, na noite da terça-feira (28), Mauro Mendes (PSB), Silval Barbosa (PMDB), Wilson Santos (PSDB) e Marcos Magno (PSOL) deixaram de lado as propostas e partiram para o ataque. Apesar de parte do debate ser realizado por meio de sorteios de temas, os candidatos encontraram brechas para denúncias contra seus adversários.

Como de costume, quem começou com as acusações foi Wilson Santos, tendo como seu primeiro alvo o candidato a reeleição Silval Barbosa. Sobre o tema corrupção, Wilson não perdeu tempo e acusou Silval pelo suposto desvio de R$ 15 milhões na compra dos ônibus escolares, além do superfaturamento dos maquinários, que teria gerado um rombo de R$ 44 milhões aos cofres públicos, mencionando também o escândalo da Fertpar tendo o Grupo Amaggi como beneficiária.  

Ler Mais Para Escrever Melhor

Por Evilasio Anelli
Quase todos os  professores de jornalismo repetem a mesma frase: vocês escrevem mal, porque não lêem.
Isto não se aplica só no jornalismo. Em todos os cursos a leitura é indispensável. Muitos concordam que escreveriam melhor se lessem mais. Os que leêm bastante e escrevem mal são casos excepcionais.
Na enxurrada de informações vinda de todos os lados, sobretudo da Internet, nem tudo o que está escrito vale a pena ser lido. Nem tudo o que é escrito está bem escrito.
A leitura, quando feita não por obrigação, mas  por prazer é mais agradável e ajuda no exercício da profissão de jornalista.
Em leia mais, está exposto mais de 200 títulos para baixar gratuitamente.
É só clicar e ler.
Boa leitura.